Tuberculose - A grande vilã reaparece no inverno

O que é?

Doença infecto-contagiosa causada por uma micobactéria chamada Mycobacterium tuberculosis, também conhecida por bacilo de Koch que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro), mesmo sem causar danos aos pulmões. Outras espécies de micobactérias também podem causar a tuberculose.

Transmissão

A transmissão é direta, de pessoa para pessoa, são muitos os fatores, o principal é a aglomeração de pessoas, onde a doença está presente no ar contaminado eliminado pelo portador de tuberculose nos pulmões. O portador transmite através da fala, espirros, tosses, sendo assim liberadas pequenas gotas de salivas onde estão presentes a micobactéria que podem ser aspiradas por outros indivíduos contaminando-os. Muitos outros fatores podem favorecer com que se contraia tuberculose: má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo, locais com pouca luz e ventilação, tempo de exposição do organismo sadio com o doente ou algum fator que leve a uma baixa resistência do organismo.
Se o sistema imunológico ou defesa do organismo estiver bom, na maioria das vezes, a micobactéria não irá causar doença, ficará sem atividade (chamamos esse período de latente). Agora se durante a sua vida houver uma queda da defesa do organismo, essa micobactéria latente poderá entrar em atividade e causar a doença. Na maioria dos casos a pessoa adquire a doença no primeiro contato com a micobactéria.

Diagnóstico

O diagnóstico presuntivo é feito baseado nos sinais e sintomas relatados pelo paciente, associados a uma radiografia do tórax que mostre alterações compatíveis com tuberculose pulmonar. O exame físico pode ser de pouco auxílio para o médico, já que alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença. A maioria dos pacientes infectados, os sinais e sintomas mais encontrados são tosse seca contínua no início, depois ocorre à presença de secreção (escarro) por uma média de um mês, tornando-se uma tosse com pus ou sangue (em casos mais graves), cansaço excessivo, febre, sudorese noturna, falta de apetite, palidez, fraqueza. Em casos mais graves pode ocorrer a dificuldade durante a respiração, acumulo de pus na membrana que reveste o pulmão (pleura).
O diagnóstico conclusivo é feito através da coleta da secreção pulmonar. O escarro (catarro) é colhido geralmente pela manhã ao tossir, são necessárias três amostras colhidas em dias consecutivos. Onde serão realizadas confecções de lâminas para microscopia com coloração específica para micobactérias e em conjunto são realizadas também, culturas do material colhido em meio de cultura específico para micobactérias que podem levar até 60 dias para positivar.
Outro teste utilizado é o teste de Mantoux, que pode auxiliar no diagnóstico da doença. É feito injetando-se tuberculina (uma substância extraída da micobactéria) debaixo da pele. Se, após 72-96h, havendo um reação na pele é medida, comparada a uma escala, conforme a escala pode se avaliar se existe uma infecção ativa ou uma hipersensibilidade pela vacinação prévia com BCG feita na infância. Então, este exame não confirma o diagnóstico, mas pode auxiliar o médico.
Também são realizadas pesquisas para micobactérias em urina, líquor (medula), lavado gástrico e outros materiais que possam vir a enviados para análise por se tratar do quadro clínico de tuberculose.

Tratamento
O tratamento é à base de antibióticos que são eficazes totalmente contra a doença, mas não podem haver falhas no tratamento por parte do paciente. A cura da tuberculose leva seis meses, a medicação é encontrada no setor público de saúde do Brasil de graça, para que seja feito o tratamento necessita a notificação de que o exame foi positivo, encaminhamento para tratamento assinado por um médico. Para que não haja abandono do tratamento é importante que o paciente seja acompanhado por um médico, assistentes sociais e seja devidamente esclarecido sobre a gravidade da doença fazendo assim o tratamento corretamente.
Prevenção
Vacinação com BCG, crianças soropositivas ou com sintomas de AIDS não devem ser vacinadas. Evite locais com aglomerações, principalmente os ambientes fechados, lave sempre as mãos ao chegar em casa, ao se alimentar. E quando souber de pessoas portadoras de tuberculose, evite usar seus objetos.